We are coming soon!

40%

We'll notify you when the site is live:

Maintenance Mode is a free coming soon/under construction blogger template from NewBloggerThemes.com. Maintenance Mode blogger template has jQuery countdown timer, progress bar, tabbed view section, email subscription box and twitter follow and share buttons. You can go to Edit HTML replace this with your own words. For more free blogger templates, visit NewBloggerThemes.com.
Copyright © SEDE NACIONAL | Powered by Blogger
Design by ThemeFuse | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com

Blogs

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Evangélicos na França querem se afastar da Teologia da Prosperidade


O movimento religioso da Teologia da Prosperidade, agregado nas ministrações das igrejas evangélicas da França, esta sendo contraditado pelo Conselho Nacional de Evangélicos (CNEF) do país.
Segundo informações do site Inforgospel, o movimento que acontece por meio do CNEF, almeja que um órgão regulador da doutrina evangélica do país avalie a necessidade dos evangélicos se distanciarem das igrejas desta vertente que pregam a “teologia da prosperidade” e oriente os membros das denominações para que esse ensino não seja mais realizado.
Segundo o site uma comissão de teólogos organizou um estudo de 30 páginas aprovado por unanimidade pelos representantes pietistas (do movimento religioso surgido na igreja Luterana) ortodoxos, carismáticos, pentecostais e batistas. Teve aprovação de todos de que o conceito aplicado na Teologia da Prosperidade é errado com relação ao contexto das promessas referidas na Bíblia.
A Teologia da Prosperidade nasceu nos Estados Unidos nas primeiras décadas do século XX. Baseia-se na interpretação de alguns textos bíblicos das quais destacam-se o livro de Gênesis 17:07, Marcos 11:23-24 e Lucas 11:09-10. Apoiando-se em passagens como essas, os praticantes desse movimento religioso afirmam que as pessoas fiéis a Deus devem desfrutar do melhor como na área financeira e na saúde.
O pioneiro da doutrina foi o estado-unidense E. W. Kenyon, logo Kenneth Hagin ficou conhecido por divulgar e influenciar os pregadores dos Estados Unidos que passaram a ser destaques mundiais como Benny Hinn e Kenneth Copeland.
Entretanto, foi a partir dos anos 70 e 80 que esse movimento religioso se ampliou alcançando outros países como Portugal e Brasil. Aceita principalmente nas igrejas neo-pestecostais, as denominações do Brasil que ministram a palavra de Deus e aplicam o conceito da Teologia da Prosperidade, são consideradas as igrejas que mais crescem no país. Já na França essa teologia está agora a ser contestada e o apelo se difundiu não somente em algumas igrejas de imigrantes, mas também em outras igrejas francesas.

Conselhos a um Pastor



Conselhos a um Pastor: Cartas reais
Por Solano Portela 
"Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue" (At 20.28)
Há alguns anos, recebi uma carta de um pastor recém ordenado solicitando conselhos. Respondi, compilando exortações que tenho passado a alguns pastores que me têm abordado sobre essas questões relacionadas com os seus ministérios. Acreditando que há a necessidade de reforço dessas áreas, em muitos pastorados, transcrevo abaixo essas duas cartas, omitindo e acrescentando alguns detalhes e, obviamente, colocando um nome fictício...

O conselho que me pede é difícil, pois nunca estive nessa situação, mas como já tenho alguns quilômetros rodados e muita observação na igreja de Cristo, aventuro-me a dar-lhe algumas orientações, certo de que esse passo que o irmão está dando - de pedir conselhos, já mostra a mão de Deus sobre a sua vida.

Gostaria de animar o querido irmão a perseverar firme na Palavra de Deus e a caminhar em santificação, seguindo sempre as palavras de Paulo a Timóteo quando orientou aquele jovem ministro a tomar cuidado dele próprio (em todos os sentidos na vida física e espiritual, bem como ser firme nos caminhos de Deus para com a família) e, subsequentemente, da doutrina do ensino, do ministério na Casa do Senhor. Nunca descuide a vida devocional e o estudo sério da Palavra, utilizando todas as ferramentas que puder ter em mãos (livros, livros, livros!). Estou presumindo que tem o treinamento pastoral completado, mas esse nunca acaba - é preciso SEMPRE estar estudando.

Espere algumas dificuldades no ministério. Deus assim indica que isso ocorrerá. No entanto, além dele dar o poder para suportá-las, as eventuais dificuldades, surgidas com alguns, não devem desviar os seus olhos do objetivo de que a igreja caminhe em paz, direcionada na trilha da sã doutrina. Procure preparar os novos convertidos e adolescentes para declararem a sua fé e não descuide das frentes de evangelização. Tente fundar um ponto de pregação, na casa de alguém que mora mais distante, que poderá se tornar mais tarde em uma congregação e assim a igreja irá crescendo. O seu ministério na igreja será formado pela pregação da Palavra mas também por vidas que deve aconselhar e visitar, bem como pela intercessão pelos membros que Deus lhe confiar.

Agora vão alguns conselhos práticos deste presbítero, que já sentou sob diversos ministérios e que acumulou um pouco de experiência, não pela perspicácia, mas pela própria idade, vivência e por intermédio de muitos erros dos quais Deus permitiu que lições fossem extraídas:

1. A saúde: Minha esposa certamente diria que eu não sou pessoa adequada para aconselhar nessa área mas isso não significa que eu não sei o que deva ser feito. Assim, apoiando-me no conselho Paulino, já aludido acima (1 Tm 4.16), cuide-se, porque cuidando de si mesmo estará cuidando de sua família e também da sua igreja. É impossível funcionarmos adequadamente quando nos sentimos mal fisicamente. Não use a prática nociva da auto-medicação, pois isso só pode piorar as situações de desconforto, a médio prazo, e, possivelmente, agravará os problemas. Muitas vezes estará lidando apenas com os sintomas, em vez de com as causas. A auto-medicação não significa cuidado adequado com a saúde. Portanto, pelo bem da sua família e da igreja cuide-se, nessa área.

2. A memória: Devemos confiar menos nela. Eu tenho anotado cada vez mais as coisas, pois vejo que já não me lembro dos detalhes com a mesma facilidade de antigamente. Na sua condição de pastor a lembrança de datas, nomes, fatos é solicitada com muita freqüência e algo inevitavelmente ficará para trás. Portanto, meu conselho é para que ande com um caderninho [hoje em dia, um iPad, serve] e anote tudo o que for pertinente. Sobretudo, nunca suba no púlpito sem anotações dos avisos que pretende dar à congregação, com todos os seus detalhes importantes. A falta disso resultará em momentos constrangedores nos quais procurará lembrar e, muitas vezes não conseguirá. Alguém da congregação virá em auxilio, mas isso não pega bem especialmente quando esse auxílio é solicitado do púlpito. Meu conselho é que, anote, anote, anote...

3. As batalhas: Escolha as batalhas que vai travar. Nem todas valem à pena. Obviamente que as que não valem à pena não terão caráter doutrinário, mas meramente administrativos ou podem ser questões sócio-culturais - que devem ser resolvidas, mas sem a avidez e intensidade das questões explicitamente apontadas nas Escrituras. As questões doutrinárias merecem, também, classificação de importância, para discernir o tempo e época correta de tratá-las. Alguns territórios de somenos importância podem ser concedidos para que outros maiores e mais importantes sejam ganhos. Antes de avançar o exército, avalie bem o terreno pisado, conheça os detalhes e as personalidades daqueles que estão nas redondezas. Acima de tudo, peça constantemente a Deus sabedoria sobre como tratar questões administrativas [vale a pena, mesmo, "expulsar" os diáconos da sala que ocupam há mais de uma década?]. Quando delegar delegue, mesmo, estabelecendo os limites da delegação, mas disposto a aceitar as ações e decisões dos que receberam a responsabilidade de decidir. Não se envolva em todos os detalhes administrativos da Igreja. Ache quem tem talento para isso e descanse, concentrando-se nos aspectos maiores do seu ministério, ainda que você ache que, se fosse você, faria algo de maneira diferente [o mundo não vai acabar, porque o portão instalado é deslizante e não de bandeira, como você acharia melhor].

4. Os Cânticos: Via de regra, a congregação precisa de uma voz forte que lidere a igreja na melodia. Na realidade, ela espera isso de quem está cantando lá na frente. Quando isso não ocorre é possível que ela fique perdida . Se o irmão não tem esse dom, ache quem tem, mas não deixe que lhe usurpem o púlpito e passem a fazer sermões e "passar pitos" na igreja - isso é função do pastor. Tenha cuidado com as letras, pois muita doutrina errada entra pelos cânticos. Não se entusiasme com algo só porque tem o nome "Jesus" no meio. Lembre-se das palavras de Cristo que muitos dirão "Senhor! Senhor!" Não escolha melodias muito complicadas. Simplifique. O cântico congregacional é algo bonito e que envolve a todos - creio que Deus se agrada muito nele. Muito mais do que quando alguém faz um solo, ou exagera no tocar de algum instrumento, quase como um espetáculo, às vezes, chamando atenção para a própria pessoa que canta ou toca, em vez de para a música e mensagem cantada. Contudo, creio que alguns solos, duetos ou conjuntos - bem cantados e ensaiados - "com arte e júbilo" podem fazer parte da liturgia.

5. Pregação: Essa é a grande área do ministério. Pela pregação os pecadores serão alcançados e os propósitos de Deus realizados. Procure sempre falar um bom português, comunicar-se bem, exercite o seu vocabulário e a fluência verbal. Pregue com autoridade e procure alicerçar as mensagens em sã doutrina e na palavra. Essas são qualidades raras nos dias de hoje e muitos pregadores gostariam de tê-las - e nunca é tarde para obtê-las. Ainda, dentro desse tema da pregação, aconselho:

a. Objetivo: Deixe claro, no início, o que quer ou o que pretende ensinar. A igreja seguirá melhor se souber onde o irmão quer chegar.

b. Lições/Aplicação: É melhor transmitir poucos pontos (um ou dois; no máximo três), mas que sejam bem substanciados pelo texto exposto (ou pela Palavra de Deus, em geral). Quando se procura transmitir mais do que isso, corre-se demais e o ensino fica superficial.

c. Duração: Procure desenvolver o sermão em 30-40 minutos. Essa é a minha luta, também, mas a atenção da congregação será melhor aproveitada quando há essa perspectiva. Quando a expectativa dela é de uma hora ou mais de sermão, já se cansa, ou se desliga de véspera. Muitos pregadores expressam com orgulho mal-disfarçado: "nunca prego menos de uma hora"! Isso alimenta o ego e podemos até argumentar que deveria existir maior interesse na exposição da Palavra de Deus, mas podemos também receber essa limitação como sendo o tempo que Deus nos deu para trabalharmos com máxima eficiência e eficácia. Ou seja, concentrarmos-nos no que deveríamos fazer, em vez de ficar lamentando uma eventual atitude de impaciência na congregação.

d. Introdução: Tenha introduções curtas, sempre ligadas ao propósito da mensagem. Às vezes as introduções podem virar verdadeiros sermões, mas confundem o povo, pois o sermão vem depois.

e. Exposição: Pregue expositivamente. Escolha um texto e abra o seu entendimento para que ele possa ser internalizado nas mentes e corações de suas ovelhas. Estude o seu contexto, suas ligações, verifique quais aspectos não são tão claros assim, para a congregação e os explique. Creio firmemente que quando Deus nos coloca na posição de pregadores da Palavra, ele nos dá insights sobre o texto fruto de nosso estudo e meditação nele, que devem ser transmitidos à congregação (não confunda! isso não tem nada a ver com novas revelações). Quando pregamos expositivamente, não significa que não erramos, mas erramos menos, porque estamos presos ao texto. A pregação tópica tem o seu lugar na igreja uma vez ou outra, mas creio que a norma deveria ser a pregação expositiva, pois todas as doutrinas podem ser ensinadas, dependendo do texto. Muitos entendem pregação expositiva como sendo pregação seqüencial (quando o pregador fica em um livro da Bíblia domingos à fio). Essa sistemática pode ser importante, mas não é mandamento divino e é possível que nem sempre essa pregação sequencial - se praticada com exclusividade, atenda as necessidades ou edifique a igreja. Utilizada de vez em quando, em uma seqüência de domingos, usados na exposição de um livro da Bíblia, é uma boa idéia.

f. Referências paralelas: Tenha cuidado para que os textos paralelos, de apoio, não virem um sermão dentro do sermão. É possível nos perdermos quando vamos a textos que deveriam apoiar a lição principal a ser transmitidas e, quando vemos, estamos expondo outros pontos que confundem e não auxiliam. Acho que sempre ajuda estarmos nos perguntando, quando usamos outros textos fora daquele que estamos expondo ajuda a esclarecer, a ilustrar a substanciar; ou desvia a atenção dos pontos principais?

g. Aplicação: Procure aplicações simples, pertinentes à vida dos membros, às situações vivenciadas no dia a dia. É importante mostrarmos a situação atual do mundo evangélico, das igrejas que nos cercam, dos desvios doutrinários que estão no nosso meio. No entanto, se colocarmos na maioria das vezes a aplicação nessa área, podemos gerar apenas sentimentos de auto-justiça e deixamos de atingir os corações daqueles a quem ministramos.

h. Ilustrações: Utilize-as em profusão, mas com muito cuidado e critério - elas devem ser pertinentes ao tema e ao texto (você já deve ter ouvido pastores falarem que encontraram um membro que fez referência a um sermão ouvido há anos, e não se recordavam de nada da mensagem principal, mas a ilustração havia sido sensacional!). Ilustrações pessoais são sempre as melhores, mas seja cuidadoso e não se coloque indevidamente, como uma criatura perfeita - Paulo, que se colocava como exemplo, admitia, ao mesmo tempo que era "o principal" dos pecadores.

i. Dicção: às vezes o sistema de som é deficiente. Procure, portanto, articular bem as palavras para que elas sejam realmente bem entendidas. Isso parece um ponto não tão importante assim, mas é importantíssimo, pois de que adianta ter o que transmitir se a congregação não consegue entender? Em algumas igrejas que freqüentei esse tem sido um problema constante: o som e a inteligibilidade da mensagem e das palavras do pastor. Não sei como enfatizar isso o suficiente (também não sei como Spurgeon consegui falar para 5.000 pessoas sem sistema de som, mas ele conseguia!). Já ouvi de várias pessoas, principalmente de idade mais avançada, dizer que não conseguem entender o pastor . Um outro casal visitante disse-me, certa vez, que conseguiu compreender uns 25% do que o pastor falou. Portanto, é preciso cuidado nisso. Procure trabalhar com quem domina o sistema de som para chegar a uma equalização que gere inteligibilidade à mensagem. Procure, igualmente, não falar com muita rapidez (isso geralmente ocorre nos dez minutos finais do sermão, quando ficamos agoniados para comprimir tudo o que queríamos dizer e que não deu tempo até aquele momento nesse caso, volto aos pontos b e c , acima transmita menos, mas transmita com mais intensidade). A rapidez na fala também prejudica a inteligibilidade, da mesma maneira que a fala lenta e pausada demais (ou com as abomináveis "pausas vocais" - "eh..", "uh...",) coloca as pessoas para dormir.

Não esqueça que todo o seu pastorado é veículo para a transmissão do verdadeiro evangelho, de "todo o conselho de Deus". Cuide de você, de sua família, dos pilares da fé cristã e do ensino Espero que essas observações ajudem. Desejo-lhe imensa felicidade no seu ministério e durante toda sua vida.

"Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória" (1Pe 5.1-4)ACF


Em Cristo Jesus
Solano Portela
  

A Marca da Besta




Dentre todos os tópicos da Bíblia, talvez a marca da besta seja o que mais tem suscitado especulações e argumentações ridículas e bombásticas. Cristãos e não-cristãos debatem o significado de seu valor numérico. Mas o que diz, realmente, o texto bíblico?


O Número 666: Marca Registrada da Tribulação?
A questão central da Tribulação é: Quem tem o direito de governar, Deus ou Satanás? Deus vai provar que é Ele quem tem esse direito. Pela primeira e única vez na história, as pessoas terão uma data limite para aceitarem o Evangelho. Por enquanto, todos podem aceitar ou rejeitar essa mensagem em diferentes momentos da vida; alguns o fazem na infância, outros no início da fase adulta, outros na meia-idade, e alguns até na velhice. Mas, quando vier a Tribulação, as pessoas terão que tomar essa decisão de forma imediata ou compulsória por causa da marca da besta, de modo que toda a humanidade será deliberadamente dividida em dois segmentos. O elemento polarizador será precisamente a marca da besta.
A Bíblia ensina que o líder da campanha em defesa da marca da besta será o falso profeta, que está ligado à falsa religião (Ap 13.11-18). Apocalipse 13.15 deixa claro que o ponto-chave em tudo isso é adorar "a imagem da besta". A marca da besta é simplesmente um meio de forçar as pessoas a declararem do lado de quem estão: do Anticristo ou de Jesus Cristo. Todos terão que escolher um dos lados. Será impossível manter uma posição neutra ou ficar indeciso com relação a esse assunto. A Escritura é muito clara ao afirmar que os que não aceitarem a marca serão mortos.

O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será"sobre a mão direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).
Toda a humanidade será forçada a escolher um dos lados:"...todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos" (Ap 13.16). O Dr. Robert Thomas comenta que essa construção retórica "abrange todas as pessoas, de todas as classes sociais, [...] ordenadas segundo sua condição financeira, [...] abrangendo todas as categorias culturais [...]. As três expressões são um recurso estilístico que traduz universalidade".[1] A Escritura é muito específica. O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será "sobre a mão direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).
A palavra "marca" aparece em muitas passagens da Bíblia. Por exemplo, ela é usada várias vezes em Levítico, referindo-se a um sinal que torna o indivíduo cerimonialmente impuro, e está geralmente relacionada à lepra. É interessante notar que o modo como Ezequiel 9.4 usa a idéia de "marca" é semelhante ao de Apocalipse: "E lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela". Nessa passagem, o sinal serve para preservação, assim como o sangue espalhado nas ombreiras das portas livrou os hebreus durante a passagem do anjo da morte, como relata o Livro do Êxodo. Em Ezequiel, a marca é colocada na fronte, semelhantemente à do Apocalipse. Todas as sete ocorrências da palavra "marca" ou "sinal" (gr. charagma) no Novo Testamento em grego, encontram-se no Livro do Apocalipse, e todas se referem à "marca da besta" (Ap 13.16,17; 14.9,11; 16.2; 19.20; 20.4). O Dr. Thomas explica o significado desse termo na Antigüidade:
A marca deve ser algum tipo de tatuagem ou estigma, semelhante às que recebiam os soldados, escravos e devotos dos templos na época de João. Na Ásia Menor, os seguidores das religiões pagãs tinham prazer em exibir essas tatuagens para mostrar que serviam a um determinado deus. No Egito, Ptolomeu IV Filopátor (221-203 a.C.) marcava com o desenho de uma folha de trevo os judeus que se submetiam ao cadastramento, simbolizando a servidão ao deus Dionísio (cf. 3 Macabeus 2.29). Esse significado lembra a antiga prática de usar marcas para tornar pública a fé religiosa do seu portador (cf. Isaías 44.5), e também a prática de marcar os escravos a fogo com o nome ou símbolo de seu proprietário (cf. Gl 6.17). O termocharagma ("marca") também era usado para designar as imagens ou nomes dos imperadores, cunhadas nas moedas romanas e, portanto, poderia muito bem aplicar-se ao emblema da besta colocado sobre as pessoas.[2]
Alguns se perguntam por que foi usado um termo tão específico para designar a marca do Anticristo. Essa marca parece ser uma paródia do plano de Deus, principalmente no que se refere aos 144.000 "selados" de Apocalipse 7. O selo de Deus sobre Suas testemunhas muito provavelmente é invisível e tem o propósito de protegê-las do Anticristo. Por outro lado, o Anticristo oferece proteção contra a ira de Deus – uma promessa que ele não tem condições de cumprir – e sua marca é visível e externa. Como os que receberem a marca da besta o farão voluntariamente, é de supor que as pessoas sentirão um certo orgulho de terem, em essência, a Satanás como seu dono. O Dr. Thomas afirma: "A marca será visível e identificará todos os que se sujeitarem à besta".[3]
Uma Identificação Traiçoeira

Verificação da identidade pela leitura da íris. O Anticristo fará uso da moderna tecnologia.
Além de servir como indicador visível da devoção ao Anticristo, a marca será a identificação obrigatória em qualquer transação comercial na última metade da Tribulação (Ap 13.17). Este sempre foi o sonho de todos os tiranos da história – exercer um controle tão absoluto sobre seus vassalos a ponto de decidir quem pode comprar e quem pode vender. O historiador Sir William Ramsay comenta que Domiciano, imperador romano no primeiro século, "levou a teoria da divindade Imperial ao extremo e encorajou ao máximo a ‘delação’; [...] de modo que, de uma forma ou de outra, cada habitante das províncias da Ásia precisava demonstrar sua lealdade de modo claro e visível, ou então era imediatamente denunciado e ficava impossibilitado de participar da vida social e de exercer seu ofício".[4] No futuro, o Anticristo aperfeiçoará esse sistema com o auxílio da moderna tecnologia.
Ao longo da história, muitos têm tentado marcar certos grupos de pessoas para o extermínio, mas sempre houve alguns que conseguiram achar um meio de escapar. Porém, à medida que a tecnologia avança, parece haver uma possibilidade cada vez maior de bloquear praticamente todas as saídas. Essa hipótese é reforçada pelo emprego da palavra grega dunétai – "possa" (Ap 13.17), que é usada para transmitir a idéia do que "pode" ou "não pode" ser feito. O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o fato da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca. O controle da economia, ao nível individual, através da marca, encaixa-se perfeitamente no que a Bíblia diz a respeito do controle do comércio global pelo Anticristo, delineado em Apocalipse 17 e 18.
A segunda metade de Apocalipse 13.17 descreve a marca como "o nome da besta ou o número do seu nome". Isso significa que "o número do nome da besta é absolutamente equivalente ao nome, [...]. Essa equivalência indica que, como nome, ele é escrito com letras; mas, como número, é o análogo do nome escrito com algarismos".[5] O nome do Anticristo será expresso numericamente como "666".
Calculando o Número

O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o fato da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca.
Nesse ponto da profecia (Ap 13.18), o apóstolo João interrompe momentaneamente a narrativa da visão profética e passa a ensinar a seus leitores a maneira correta de interpretar o que havia dito. Uma leitura do Apocalipse demonstra claramente que os maus não entenderão o significado, porque rejeitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Por outro lado, os demais que estiverem atravessando a Tribulação receberão sabedoria e entendimento para que possam discernir quem é o Anticristo e recusar a sua marca. A Bíblia deixa claro que aqueles que receberem a marca da besta não poderão ser salvos (Ap 14.9-11; 16.2; 19.20; 20.4) e passarão a eternidade no lago de fogo. O fato de João usar essa passagem crucial para transmitir sabedoria e entendimento aos crentes, com relação a um assunto de conseqüências eternas, mostra que Deus proverá o conhecimento necessário para que o Seu povo possa segui-lO fielmente.
Mas o que essa sabedoria e esse conhecimento permitem que os crentes façam? A passagem diz que podemos "calcular". Calcular o quê? Podemos calcular o número da besta.
O principal propósito de alertar os crentes sobre a marca é permitir que eles saibam que, quando em forma de número, o "nome" da besta será 666. Assim, os crentes que estiverem passando pela Tribulação, quando lhes for sugerido que recebam o número 666 na fronte ou na mão direita, deverão rejeitá-lo, mesmo que isso signifique a morte. Outra conclusão que podemos tirar é que qualquer marca ou dispositivo oferecido antes dessa época não é a marca da besta que deve ser evitada.
Portanto, não há motivo para os cristãos de hoje encararem o número 666 de forma supersticiosa. Se o nosso endereço, número de telefone ou código postal incluem esse número, não precisamos ter medo de que algum poder satânico ou místico nos atingirá. Por outro lado, temos que reconhecer que muitos ocultistas e satanistas são atraídos por esse número por sua conexão com a futura manifestação do mal. Porém, o número em si não tem poderes sobrenaturais. Quando um crente acredita nisso, já caiu na armadilha da superstição. A Bíblia ensina que não há nenhum motivo para atribuir poderes místicos ao número 666.
A Carroça na Frente dos Bois
Muitos têm tentado descobrir a identidade do Anticristo através de cálculos numéricos. Isso é pura perda de tempo. A lista telefônica está cheia de nomes que poderiam ser a solução do enigma, mas a sabedoria para "calcular" o nome não é para ser aplicada agora, pois isso seria colocar a carroça adiante dos bois. Esse conhecimento é para ser usado pelos crentes durante a Tribulação.
Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo ensina que, durante a presente era da Igreja, o Anticristo está sendo detido. Ele será "revelado somente em ocasião própria" (v.6). Ao escolher a palavra "revelado", o Espírito Santo quis indicar que a identidade do Anticristo estará oculta até a hora de sua revelação, que ocorrerá em algum momento após o Arrebatamento da Igreja. Portanto, não é possível saber quem é o Anticristo antes da "ocasião própria". O Apocalipse deixa bem claro que os crentes saberão na hora certa quem é o Anticristo.
Como apontamos acima, o Apocalipse não deixa dúvida de que durante a Tribulação todos os crentes saberão que receber a marca da besta será o mesmo que rejeitar a Cristo. Durante a Tribulação, todos os cristãos terão plena consciência disso onde quer que estejam. Nenhuma das hipóteses levantadas no passado, ou que venham a ser propostas antes da Tribulação, merece crédito.
Apocalipse 13.17-18 diz claramente que o número 666 será a marca que as pessoas terão que usar na fronte ou na mão direita. Em toda a história, ninguém jamais propôs a utilização desse número em condições semelhantes às da Tribulação, de modo que todas as hipóteses já levantadas a respeito da identidade do Anticristo podem ser descartadas.
O mais importante nessa passagem é que podemos nos alegrar em saber que a identificação do futuro falso Cristo ainda não é possível, mas o será quando ele ascender ao trono. Com certeza, aquele a quem o número 666 se aplica é alguém que pertence a uma época posterior ao período em que João viveu, pois ele deixa claro que alguém iria reconhecer esse número. Se nem a geração de João nem a seguinte foi capaz de discerni-lo, isso significa que a geração que poderá identificar o Anticristo forçosamente estava (e ainda está) no futuro. No passado, houve várias figuras políticas que tipificaram características e ações desse futuro personagem, mas nenhum dos anticristos anteriores se encaixa perfeitamente no retrato e no contexto do Anticristo do final dos tempos.[6]
A Relação entre Tecnologia e a Marca da Besta
Muitos têm feito as mais variadas hipóteses sobre a marca da besta. Alguns dizem que ela será como o código de barras utilizado para identificação universal de produtos. Outros imaginam que seja um chip implantado sob a pele, ou uma marca invisível que possa ser lida por um scanner. Contudo, essas conjeturas não estão de acordo com o que a Bíblia diz.
A marca da besta – 666 – não é a tecnologia do dinheiro virtual nem um dispositivo de biometria. A Bíblia afirma de forma precisa que ela será:
a marca do Anticristo, identificada com sua pessoa
o número 666, não uma representação
uma marca, como uma tatuagem
visível a olho nu
sobre a pele, e não dentro da pele
facilmente reconhecível, e não duvidosa
recebida de forma voluntária; portanto, as pessoas não serão ludibriadas para recebê-la involuntariamente
usada após o Arrebatamento, e não antes
usada na segunda metade da Tribulação
necessária para comprar e vender
recebida universalmente por todos os não-cristãos, mas rejeitada pelos cristãos
uma demonstração de adoração e lealdade ao Anticristo
promovida pelo falso profeta
uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.

A marca da besta é uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.
Talvez na história ou na Bíblia nenhum outro número tenha atraído tanto a atenção de cristãos e não-cristãos quanto o "666". Até mesmo os que ignoram totalmente os planos de Deus para o futuro, conforme a revelação bíblica, sabem que esse número tem um significado importante. Escritores religiosos ou seculares, cineastas, artistas e críticos de arte fazem menção, exibem ou discorrem a respeito dele. Ele tem sido usado e abusado por evangélicos e por membros de todos os credos, tendo sido objeto de muita especulação inútil. Freqüentemente, pessoas que se dedicam com sinceridade ao estudo da profecia bíblica associam esse número à tecnologia disponível em sua época, com o intuito de demonstrar a relevância de sua interpretação. Mas, fazer isso é colocar "a carroça na frente dos bois", pois a profecia e a Bíblia não ganham credibilidade ou legitimidade em função da cultura ou da tecnologia.
Conclusão
O fato da sociedade do futuro não utilizar mais o dinheiro vivo será usado pelo Anticristo. Entretanto, seja qual for o meio de troca substituto, ele não será a marca do 666. A tecnologia disponível na época da ascensão do Anticristo será aplicada com propósitos malignos. Ela será empregada, juntamente com a marca, para controlar o comércio (como afirma Apocalipse 13.17). Sendo assim, é possível que se usem implantes de chips, tecnologias de escaneamento de imagens e biometria para implementar a sociedade amonetária do Anticristo, como um meio de implantar a política que impedirá qualquer pessoa de comprar ou vender se não tiver a marca da besta. O avanço da tecnologia é mais um dos aspectos que mostram que o cenário para a ascensão do Anticristo está sendo preparado. Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)
Robert L. Thomas, Revelation 8-22: An Exegetical Commentary (Chicago: Moody Press, 1995), pp. 179-80.
Thomas, Revelation 8-22, p. 181.
Thomas, Revelation 8-22, p. 181.
Sir William Ramsay, The Letters to the Seven Churches (New York: A. C. Armstrong & Son, 1904), p. 107.
Thomas, Revelation 8-22, p. 182.
Thomas, Revelation 8-22, p. 185.


SAIBA MAIS LENDO:


666: Rumo ao Controle Total
Um software que denuncia crimes antes mesmo que sejam cometidos é ao mesmo tempo fascinante e assustador. Uma experiência no Sul da Inglaterra mostra que isso já é possível. Algo está sendo feito em busca da vigilância total. LEIA A NOTÍCIA NA ÍNTEGRA>>>  


Em Cristo Jesus
Solano Portela


Pages

IECE. Tecnologia do Blogger.
Atualizando

Arquivo do blog

Seguidores

Footer Text

Link List

ADVERTISMENT

Follow on FaceBook