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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A parábola do filho pródigo


Por André Sanchez

ONDE ESTÁ?

parábola do filho pródigo está registrada em Lc 15.11-32

RESUMO DA PARÁBOLA

Essa parábola conta a história de um homem que tinha dois filhos. O filho mais novo resolve pedir ao pai sua parte da herança e vai para uma terra distante viver sua vida como achava que deveria viver. Nessa terra distante ele vai gastando cada centavo do seu dinheiro com seus prazeres, até que todo o seu dinheiro acaba e ele vira quase um mendigo. No momento mais crítico ele sente atração até pela lavagem que era dada aos porcos, tamanha era a fome que sentia. Ele, então, se lembra da casa do pai e resolve voltar arrependido. É recebido com muita festa pelo pai e rejeitado pelo seu irmão mais velho.
Parábolas de Jesus: o filho pródigo

EXPLICAÇÃO

Muitas pessoas não sabem bem o que significa a palavra pródigo, que aparece normalmente no título que é dado a essa parábola. De acordo como o dicionário online Michaelis, significa: “Que despende com excessiva profusão; que desbarata os seus bens; dissipador, esbanjador, gastador, perdulário.” Essa parábola mostra Deus na figura do Pai. E mostra cada um de nós ou na figura do irmão mais velho, que rejeita a conversão de seu irmão, ou na figura do irmão mais novo, que vive uma vida cheia de pecados.

LIÇÕES DA PARÁBOLA

Talvez essa seja uma das parábolas capazes de nos dar o maior número de lições entre todas, pois é muito rica. Destaco algumas para nossa edificação:
Deus muitas vezes irá permitir que caiamos em nosso orgulho. Observe que o pai da parábola, mesmo estando vivo, deu a parte da herança ao filho mais novo. Ela não era obrigado a fazer isso, poderia inclusive proteger seu filho, negando-lhe e proibindo que ele fizesse aquela loucura, porém, ele permitiu, e sabia que seu filho iria sofrer por causa do seu orgulho e imprudência. Mas o pai tinha seus planos.
Deus na figura do pai tem paciência com seus filhos pecadores. O pai descrito na parábola é muito paciente com o absurdo que o filho mais novo fez. Ele não estava preocupado com os bens materiais que se perderam, mas com o crescimento do filho. Esse pai soube esperar o filho crescer e se arrepender de seus pecados. A paciência de Deus visa dar tempo para cairmos em si e nos arrependermos dos nossos erros.
Deus nos recebe de braços abertos quando somos humildes e nos arrependemos. Quando o pai vê a volta de seu filho arrependido, manda preparar uma festa e declara ao irmão mais velho: “Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” (Lc 15.32)
Como o filho mais velho, muitas vezes focamos no menos importante ao invés do mais importante.Observe que o filho mais velho fica extremamente preocupado com sua própria justiça e zelo e com os bens materiais que seu irmão desperdiçou, achando-se superior. Estava tão cego que não conseguia enxergar a conversão de seu irmão, pelo contrário, dá a entender que preferia que seu irmão permanecesse no mundo. “Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.” (Lc 15.29-30)
Deus ama tanto os seus filhos que já O servem, quando aqueles que ainda agem contrários à Sua vontade. A parábola do filho pródigo mostra a grandeza do amor de Deus. Ao filho mais velho, que sempre estava servindo o pai e buscando fazer a sua vontade, ele diz: “Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.” (Lc 15.31). Ao filho mais novo, diante de uma atitude de arrependimento, o pai age amorosamente: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” (Lc 15.20)
E VOCÊ, VÊ MAIS ALGUMA LIÇÃO NESSA PARÁBOLA?

E se Deus te escolhesse para ser o próximo Jó?


Por André Sanchez
O início da narrativa do livro de Jó aponta Jó como um homem estabilizado na vida, tanto material como espiritualmente, coisa que todos nós buscamos. Uma família abençoada, bens que garantiam uma sobrevivência tranquila e uma vida espiritual exemplar (Jó 1. 1-5). Talvez a vida de Jó seja bem parecida com a de muitos de nós, com algumas variações para mais ou para menos. Porém, o fato que quero abordar aqui é o que vem a seguir, quando nos é apresentado um diálogo entre Deus e Satanás e o desencadear desse diálogo:
E se você fosse escolhido para ser o próximo Jó?
“Disse então o Senhor a Satanás: Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal. Será que Jó não tem razões para temer a Deus? Respondeu Satanás. Acaso não puseste uma cerca em volta dele, da família dele e de tudo o que ele possui? Tu mesmo tens abençoado tudo o que ele faz, de modo que todos os seus rebanhos estão espalhados por toda a terra. Mas estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não encoste um dedo nele” (Jó 1. 8-12 – NVI)
Na sequência do diálogo entre Deus e Satanás, tragédias despencam sobre a vida de Jó com a morte de vários de seus empregados (1.15), de ovelhas (1. 16), roubo de seus camelos (1. 17), a morte de seus filhos (1. 19). Apenas essa primeira fase da provação de Jó já me arrepia e me traz perguntas à mente: E se Deus resolvesse que eu seria provado como Jó? E se eu fosse escolhido para ter a fé provada nos mesmos termos que Jó? Seria a minha fé suficiente para não blasfemar contra Deus e abandoná-Lo?
Como Jó não blasfemou diante de Deus e nem abandonou o Senhor (Jó 1. 20-22), pelo contrário, O adorou, o Diabo resolveu solicitar a Deus permissão para aumentar a prova:
“Disse então o Senhor a Satanás: Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal. Ele se mantém íntegro, apesar de você me haver instigado contra ele para arruiná-lo sem motivo. Pele por pele!, respondeu Satanás. Um homem dará tudo o que tem por sua vida. Estende a tua mão e fere a sua carne e os seus ossos, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, ele está nas suas mãos; apenas poupe a vida dele. Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça. Então Jó apanhou um caco de louça com o qual se raspava, sentado entre as cinzas.” (Jó 2. 3-8 – NVI)
Na segunda sequência de provações, Jó perdeu sua saúde e qualidade de vida, além do apoio de sua esposa, que lhe sugeriu que amaldiçoasse a Deus e morresse (2. 9). Ele ficou praticamente na miséria material e física. E tudo isso com a permissão de Deus.
Essa segunda sequência de provações me arrepia ainda mais! E se Deus permitisse que minha fé fosse testada até esse nível? Se minha saúde fosse tirada sobraria alguma fé em meu coração? Se não restasse mais nada, nem o apoio dos entes queridos, eu permaneceria firmado e confiante em Deus?
Talvez cada um de nós que diz que ama a Deus, que tem fé Nele, que não O abandonaria por nada, precisássemos pensar melhor em como anda nossa fé e o nosso amor por Deus! Pode ser que alguns de nós sejamos escolhidos para ser Jó. Pode ser que você que está lendo esse artigo ou eu que o estou escrevendo, sejamos, com a permissão de Deus, provados.
Como será se você for escolhido para ser o próximo Jó?

Você já parou para pensar na sua própria morte?


Por André Sanchez
Sempre que a vida me coloca frente a frente com as realidades que envolvem a morte, seja através de uma data ou de uma situação, me vem à mente de forma muito forte o ensino do sábio Salomão no livro de Eclesiastes 12. 1-8. Quando somos jovens temos uma visão distante do que a morte representa para nós, porém, a Bíblia é muito competente para nos lembrar de como deve ser nossa atitude diante da iminência da nossa própria morte. Não devemos ser irresponsáveis e covardes diante dela.
Você já pensou a respeito de sua própria morte?
No texto que referi, Salomão, conclama-nos a não virarmos as costas a Deus, apoiados em nossa juventude e vigor, achando que somos os todo poderosos donos de nossa própria história. “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade…” (Ec 12.1). Lembrar-se de Deus não é algo para o amanhã, mas para o hoje. Na continuação de seu pensamento, Salomão, mostra que o vigor e a força da juventude acabam naturalmente para todos nós, mais cedo ou mais tarde. “…antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer…” (Ec 12.1).
Na sequência do texto essa verdade toma forma e temos uma linda e aterrorizante poesia que mostra como nossa fragilidade vai se acentuando no decorrer dos anos. Veja um trecho: “no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem…” (Ec 12.3-4)
O destino de todos nós, em havendo vida, é que caminhemos em direção à morte. Isso é o natural. Daí a importância de Salomão destacar no início desse texto que precisamos, antes de chegarem esses dias difíceis, estar bem com Deus. Por isso, repito: Lembrar-se do Criador é coisa para o hoje e não para o amanhã!
O término da poesia de Salomão, inspirada por Deus, mostra que seguiremos diretamente ao pó. Por mais que você resista a refletir sobre isso, é a verdade: “e o pó volte à terra, como o era…” (Ec 12.7). Porém, a preocupação maior não é com a matéria (o corpo) que será destruída pela terra, mas com o espírito imortal que volta a Deus: “…e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12.7).
A grande pergunta é: O que Deus fará com seu espírito quando ele retornar a Ele após a sua morte? A resposta bíblica revela quão importante e urgente é que estejamos preparados, pois Deus dá ao nosso espírito o destino eterno que ele gozará. Aos salvos, a presença de Deus. Aos condenados, o sofrimento eterno. E isso sem qualquer segunda chance.
Assim, receba o conselho de Salomão. Entregue sua vida a Jesus Cristo hoje mesmo e esteja preparado para o momento da sua morte que, mais cedo ou mais tarde, chegará como chegará para cada um de nós: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec 12.1)
E VOCÊ, JÁ PENSOU VERDADEIRAMENTE SOBRE SUA PRÓPRIA MORTE?
Por André Sanchez
Fonte: http://esbocandoideias.com

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