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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A FÉ CRISTÃ



A FÉ CRISTÃ


I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.

III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer". Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).

IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras
Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor".

SALVAÇÃO E VIDA ETERNA



SALVAÇÃO E VIDA ETERNA
Quando se fala acerca de salvação e de vida eterna, cada pessoa tem a sua opinião.
Tentam alcançar esta salvação por seus próprios meios e esforços: Penitências,
sacrifícios, religião, etc. Muitos declaram até : "Eu sirvo a Deus à minha maneira…"
Mas qual é a maneira de Deus? Se somos nós que servimos a Deus, então é Ele, e
não nós, que está em posição de dizer como devemos servi-lo. A Bíblia declara
quatro passos importantes para você ser salvo.

Reconhecer que somos pecadores e estamos perdidos
"Porque todos pecaram e distituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23)
A Bíblia ensina que todos pecaram. Você pode pensar que é uma boa pessoa, dá esmolas
aos pobres, não quer mal a ninguém, tem a sua religião e até acredita em Deus. Apesar
de tudo isso, a Bíblia continua a dizer que "…todos pecaram…" O homem está condenado não por aquilo que faz, mas por aquilo que é. O homem tem dentro de si a natureza do pecado, desde o seu nascimento.
Aos olhos humanos, você pode ser uma pessoa muito boa, mas aos olhos de Deus não há ninguém justo por natureza. Por esta razão todos estão separados de Deus.

Ninguém pode salvar-se a si mesmo
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Efésios 2:8,9).
Nenhum ser humano pode jamais comprar a sua salvação ou adquiri-la por mérito próprio, nem por meio de sacrifícios, boas obras ou boas intenções.
"Aquele que não conheceu pecado o fez pecado por nós, para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus". (II Coríntios 5:21)
Se a salvação dependesse das boas obras, não seria necessário que Jesus viesse, não seria necessário a crucificação. Será que Deus se enganou? Não, porque Jesus é o único caminho legal que o homem seja salvo.
"Disse-Ihes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem o Pai senão por mim."(João14:6)

Deus já preparou o meio de você ser salvo
"Porque Deus amou o mundo, de tal maneria, que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que Nele crê, não pereça mas tenha a vida eterna". (João 3:16).
Jesus é o único meio legal que temos para sermos salvos. Jesus mesmo disse: "Eu sou o caminho.." Religiões são caminhos feitos por homens para chegar a Deus, mas cristianismo verdadeiro é um caminho feito por Deus para chegar aos homens, e este caminho é JESUS.

Você precisa recebê-lo.
"Mas a todos quantos o receberam deu-Ihes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu Nome "(João 1:12).Certamente você pensa que somos filhos de Deus, mas a Bíblia diz que somos criaturas de Deus, mas que filhos só são aqueles que receberem Jesus como seu Senhor e Salvador.

A Salvação consiste em:
1º Acreditar em Jesus.
2º Acreditar no que Jesus fez por nós (foi em tudo o nosso Substituto).
3º Recebê-Lo como Senhor e Salvador.

Oração para receber a Jesus:
"Ó Deus, eu venho a Ti no Nome de Jesus. A Tua Palavra diz: O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora
Ó Deus, eu creio no meu coração que Jesus é o Senhor, que morreu por mim na cruz, para me salvar. Jesus, entrego-te agora a minha vida e Te recebo como meu Senhor e Salvador. Obrigado Jesus, por me teres salvo agora mesmo. Amém!

Extraído: www.igrejamana.com

A missão profética da Igreja


A Lição Bíblica desta semana é a última do 3º trimestre/2010. A ênfase do seu conteúdo trata da atividade missionária da igreja. Temos assim, uma excelente oportunidade para refletirmos sobre:

- O quanto estamos interessados por missões
- O quanto compreendemos o que é "missão"
- O quanto estamos conscientizados sobre "missão
- O quanto estamos envolvidos com "missão"

O CONCEITO DE MISSÃO

"Missão" pode ser definido como a proclamação, o ensino e o testemunho do Evangelho do Reino, a todas as pessoas, em todos os lugares, no poder do Espírito.

A maior responsabilidade da igreja é a pregação do Evangelho. Somente ela pode fazer isto (Ef 3.10; 1 Tm 3.14-15; 1 Pe 2.9).

O MÉTODO DA MISSÃO

Há várias formas e maneiras de se fazer missões:

- Através do ensino da Palavra ou do discipulado (Mt 28.18-10)
- Através da proclamação da Palavra (Mc 16.15-18)
- Através do testemunho (At 1.8; At 4.20; 20.24)
- Através do anúncio da Palavra (At 4.2)
- Através da pregação ou evangelização (At 15.35)

O LOCAL DA MISSÃO

A obra missionária pode ser realizadas nos mais diversos locais:

- No lar (Mc 5.18-20)
- Nas cidades (At 5.12-16)
- Em outras culturas (Mt 24.19; At 8.4-8; 11.20-25)
- Em outros países ou nações (At 16.6-10)

A MENSAGEM DA MISSÃO

A mensagem da missão é o Evangelho (Mc 16.15). Não se trata aqui de qualquer "evangelho", mas, de todas as coisas ordenadas por jesus (Mt 28.20),. Trata-se do evangelho :

- Da graça de Deus (At 20.24)
- Das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8),
- Poderoso (Rm 1.16)
- Da paz (Ef 6.15)
- Da glória (1 Tm 1.11)
- Das virtudes de Deus (1 Pe 2.9)

MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA

Enquanto prega o Evangelho, a igreja cumpre ao mesmo tempo a sua missão profética. Se não puder cumprir a sua missão profética, a igreja não poderá pregar o Evangelho.

Em sua missão profética, como a Igreja está se comportanto e se posicionando diante das grandes contradições sociais, da decadência espiritual e moral de nossa época?

Como já escrevi, penso que algumas questões graves contribuem para que pastores, pregadores, ensinadores, líderes cristãos em geral e algumas igrejas silenciem diante das injustiças sociais e do pecado em nossos dias.

Muitos profetas e a atividade profética da igreja está comprometida por diversas motivos, dentre os quais:

- Com a institucionalização da igreja, dentro da própria igreja observamos a prática da injustiça, quando algumas lideranças exploram os dízimos dos pobres (dos ricos também) para manter o seu luxo palaciano. Há líderes que deixam de investir no socorro aos necessitados, na educação e na evangelização para que sobre dinheiro para o gasto abusivo com carros luxuosos, apartamentos, mansões, fazendas, aviões etc. Outros investem timidamente nestas obras, para tentar passar uma falsa imagem ou mascarar a realidade. Volto a repetir que um líder deve viver dignamente, mas não deve destoar absurdamente da realidade social e econômica de sua comunidade cristã. Não sou apologista da mendicância, nem da ostentação luxuosa desnecessária e extremamente vaidosa;

- Pastores, pregadores, ensinadores e outras lideranças fazem a cada eleição alianças com candidatos e políticos corruptos, ladrões, devassos e arrogantes. Se vendem e negociam o voto da igreja em troca de favores como terrenos, comissões, cargos para familiares, parentes e amigos, ajuda para realização de festividades ou obras. Nestas questões, há uma verdadeira promiscuidade em nossos dias. Ao fazerem tais alianças, este líderes ou igrejas perdem a sua autoridade profética, visto que tal autoridade está associada à nossa integridade moral e manutenção dos princípios bíblicos;

- Algumas de nossas organizações (escolas, universidades, faculdades, convenções estaduais, regionais e nacionais de igrejas e ministros, etc.) deixaram de ser relevantes, existindo atualmente para basicamente servir para distribuição de cargos, ser fonte de vantagens financeiras, privilégios, roubos, extorsões, esquemas, fraudes, corrupções, promotoras de brigas, facções, dissensões e de escândalos internos e externos, locais, regionais e nacionais. Os que tem acesso às provas desta realidade se omitem, geralmente, por terem sidos ou por serem beneficiados de alguma forma pela situação.

Dessa forma, pode-se entender o silêncio profético de muitos para com as questões políticas e sociais de nossa época.

Não dá para confrontar Acabe (os líderes políticos de fora e os líderes "políticos" e religiosos de dentro) quando se compactua do seu pecado, ou quando se teme perder o emprego, o salário, algum cargo ou função alcançada, ou ainda a perda de oportunidades, convites ou agendas. Tal postura é covarde e mercenária. Precisamos seguir o exemplo de Micaías (1 Rs 22.13-14).

Não dá para denunciar o "pecado de Herodes" (Mt 14.3-12) quando se senta na mesa com "Herodes" para negociar ou buscar favores ilícitos ou imorais. É interessante lembrar que nem sempre legalidade é sinônimo de moralidade.

Apesar do momento crítico, o ministério profético na Igreja não será extinto. Tenho viajado pelo Brasil e conhecido muitas lideranças e instituições sérias, honestas e ainda comprometidas com o bem comum, com a justiça socia, com os princípios e com as prioridades do Reino de Deus.

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