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domingo, 22 de julho de 2012

Gênesis 2.7 - E formou o Senhor Deus o homem



Gênesis 2.7 - E formou o Senhor Deus o homem

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”

Em Gênesis 2.7 faz-se clara distinção entre origem do corpo e a da alma. O corpo foi formado do pó da terra; na sua produção Deus fez uso de material preexistente. Na criação da alma, porém, não houve modelagem de materiais preexistentes, mas a produção de uma nova substância. A alma do homem foi uma nova produção de Deus, no sentido estrito da palavra. Jeová “lhes soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.

Com esta simples palavra afirma-se a dupla natureza do homem, e o que nos ensinam é corroborado por outras passagens da Escritura, como Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 8.55; 2 Co 5.1-8; Fp 1.22-24; Hb 12.9. Os dois elementos são corpo e o sopro ou espírito de vida nele soprado por Deus, e com a combinação dos dois o homem se tornou “alma vivente”, o que neste contexto significa simplesmente “ser vivo”.”

Autor: Louis Berkhof
Fonte: Teologia Sistemática do autor, p. 183, Ed Cultura Cristã (CEP).

O homem a Imagem de Deus


O homem a Imagem de Deus

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gn 1.27

As Escrituras ensinam (Gn 1.26-27; 5.1; 9.6; 1Co 11.7; Tg 3.9) que Deus fez o homem e a mulher à sua própria imagem, assim de que os seres humanos são semelhantes a Deus, como nenhuma outra criatura terrena é. A dignidade especial dos seres humanos está no fato de, como homens e mulheres, poderem refletir e reproduzir – dentro de sua própria condição de criaturas – os santos caminhos de Deus. Os seres humanos foram criados com esse propósito, e, num sentido, somos verdadeiros seres humanos na medida em que cumprimos esse propósito.

O que tudo envolve essa imagem de Deus na humanidade não está especificado em Gn 1.26-27, mas o contexto da passagem nos ajuda a defini-lo. O texto de Gn 1.1-25 descreve Deus como sendo pessoal, racional (dotado de inteligência e vontade), criativo, governando o mundo que criou, e um ser moralmente admirável (pois tudo o que criou é bom). Assim, a imagem de Deus refletirá essas qualidades. Os versículos 28-30 mostram Deus abençoando os seres humanos que acabara de criar, conferindo-lhes o poder de governar a criação, como seus representantes e delegados. A capacidade humana para comunicar-se e para relacionar-se tanto com Deus como com outros seres humanos aparece como outra faceta dessa imagem.

Por isso, a imagem de Deus na humanidade, que surgiu no ato criador de Deus, consiste em: (a) existência do homem como uma “alma” ou “espírito” (Gn 2.7), isto é, como ser pessoal e autoconsciente, com capacidade semelhante à de Deus para conhecer, pensar e agir; (b) ser uma criatura moralmente correta – qualidade perdida na queda, porém agora progressivamente restaurada em Cristo (Ef 4.24; Cl 3.10); (c) domínio sobre o meio ambiente; (d) ser o corpo humano o meio através do qual experimentamos a realidade, nos expressamos e exercemos domínio e (e) na capacidade que Deus nos deu para usufruir a vida eterna.

A queda deformou a imagem de Deus não só em Adão e Eva, mas em todos os seus descendentes, ou seja, em toda a raça humana. Estruturalmente, conservamos essa imagem no sentido de permanecermos seres humanos, mas não funcionalmente, por sermos agora escravos do pecado, incapazes de usar nossos poderes para espelhar a santidade de Deus. A regeneração começa em nossa vida o processo de restauração da imagem moral de Deus. Porém, enquanto não formos inteiramente santificados e glorificados, não podemos refletir, de modo perfeito, a imagem de Deus em nossos pensamentos e ações – como fomos criados para fazer e como o Filho de Deus encarnado refletiu na sua humanidade (Jo 4.34; 5.30; 6.38; 8.29,46).

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra, Nota Teológica, página 10. Compre este livro http://www.cep.org.br

A Raça Humana


A Raça Humana
Os Humanos são corpo e alma em dos Gêneros

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."Gn 2.7
 
"... homem e mulher os criou."Gn 1.27

Cada ser humano neste mundo consiste de um corpo material animado por um eu distinto e imaterial. A  Escrituras dá a este eu o nome de "alma" ou "espírito". "Alma" enfatiza a distinção da individualidade consciente de uma pessoa como tal; "espírito" contém as nuanças do eu derivado de Deus, dependência dele e distinção do corpo tal.

O uso bíblico levá-nos a dizer que temos e somos tanto almas com espíritos, mas é um equívoco pensar que alma e espírito são duas coisas diferentes; uma visão "tricotômica" do homem como sendo corpo, alma e espírito é incorreta. A idéia comum de que a alma é apenas um órgão da consciência temporal e  que o espírito é um órgão distinto de comunhão com Deus trazida à vida na regeneração cria um descompasso entre o ensino bíblico e o uso da palavra. Além disso, ela conduz a um anti-intelectualismo deformado, segundo o qual o discernimento espiritual e o pensamento teológico são separados para  empobrecimento de ambos, sendo a teologia tida como "pró-alma" e não espiritual, enquanto a percepção espiritual se imagina desvinculada do ensino e aprendizado da verdade revelada de Deus.

A corporificação da alma é inerente ao designo de Deus para o gênero humano. Por intermédio do corpo, como foi dito antes, devemos experimentar nosso ambiente, desfrutar e  controlar as coisas à nossa volta, e relacionar-nos com outras pessoas. Nada havia de mau ou corruptível no corpo feito inicialmente por Deus, e não tivesse o pecado surgido, a  doença, envelhecimento e deterioração física que levam à  morte, como a conhecemos, não fariam parte da vida humana (Gn 2.17; 3.19,22; Rm 5.12). Agora, porém, os seres humanos são corruptos do começo ao fim em seu ser psicofísico, como comprovam claramente seus desejos desordenados, tanto físico como mentais, os quais guerreiam entre si e também contra os princípios da sabedoria e da retidão.

Na morte a alma deixa o corpo inanimado para trás, porém esta não é a feliz libertação que os filósofos gregos e alguns cultivistas imaginaram. A esperança cristã não é redenção por  libertar-se do corpo, mas redenção do próprio corpo. Antevemos nossa participação na ressurreição de Cristo na ou por meio da ressurreição de nossos próprios corpos. Embora a exata composição de nossos futuros corpos glorificado seja atualmente desconhecida, sabemos  que será alguma espécie de continuidade de nossos corpos terrenos (1 Co 15.35-49; Fp 3.20,21; Cl 3.4).

Os dois gêneros, macho e fêmea, pertencem ao modelo da Criação. Homem e mulheres são igualmente portadores da imagem de Deus (Gn 1.27), e sua dignidade é, conseqüentemente, igual. A natureza complementar dos gêneros é  vista como conducente a uma cooperação enriquecida (ver Gn 2.18-23), uma  vez que seus papéis são desempenhados não apenas no casamento, procriação e vida familiar, mas também em atividades mais amplas da vida. A percepção da insondável diferença entre pessoas de gêneros distintos converte-se em  uma escola para o aprendizado da prática e alegria da  apreciação, abertura, honra, serviço e fidelidade, todas as quais pertencem à cortesia que a realidade misteriosa do outro gênero requer. A ideologia do "unissexe"; que deprecia a significação dos dois gêneros, perverte assim a ordem de Deus, enquanto o estribilho francês sobre a distinção dos gêneros, "vive la différence!", expressa o ponto de vista bíblico.

Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, pg. 69, Ed. Cultura Crista. Compre este livro http://www.cep.org.br

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